Ao longo destes 11 anos de Universidade do Cavalo, temos tido experiências incríveis com os mais diferentes públicos, idéias e opiniões sobre cavalos. Uma destas experiências refere-se a u m publico muito importante dentro do nosso mercado: o estudante das chamadas ciências agrárias, ou mesmo dos cursos tecnológicos existentes hoje em dia. Pessoas que, apaixonadas por cavalos como nós, desejam entrar para o mercado de forma profissional, para sempre e em condições de atender a uma demanda constantemente crescente. Na forma de cursos ou estágios, recebemos pessoas de todo o Brasil, América do Sul, Europa, etc, e vemos que existem algunsconceitos que ainda não são entendidos por estes estudantes. Vejamos:
- Muitos acreditam que o estagio não é importante.
- Muitos acreditam que as rotinas mais simples e básicas dos cavalos não são as mais importantes, e, portanto, não precisam ser mais vistas ou praticadas a partir de um determinado ponto do estágio;
- Muitos acreditam que saber montar é o mais importante, e por isso acham que estas rotinas básicas não são importantes;
- Muitos acham que o curso que fazem tem a obrigação de inseri-los no mercado em que querem atuar, ou que estão “garantidos” somente pelo curso que fazem;
- Muitos ainda não acordaram para o fato de que o mercado está de olho em um profissional a partir do momento em que este entra na faculdade. Basta considerar que os professores deste curso já são profissionais do mercado, e passam a “marcar” estes alunos para futuras indicações, ou não...;
- Muitos ainda não consideram trabalhos escolares algo importante. Acham que matéria dada na lousa é o suficiente. Mal sabem estes que a vida profissional é repleta de “trabalhos escolares” para serem feitos...
- Muitos (a grande maioria) ainda acham que a guerra da concorrência começa a partir do dia em que se formam. Aos que pensam assim, saibam que você entrou na guerra perdendo algumas batalhas...
- Muitos acham que andar com professor, com profissionais, com gente mais experiente significa “puxar o saco”, ou “ser protegido”. Os que pensam assim, provavelmente pensam o item acima... Lembre-se que a guerra já começou faz tempo...
- Muitos são “antenados” em para fatos isolados ao invés de pensa no macro. “Eu limpei 3 cocheiras e ele somente 1...”, ou “eu tento escapar do trabalho quando o patrão não está, pois não sou bobo...”, ou “é sacanagem ele montar e eu não...” Mal sabem eles o quanto estão perdendo tempo... pensam pequeno e tendem a ser pequenos...
Enfim, meus amigos, a mensagem é uma só: a guerra de um profissional começa a partir do momento em que ele entra na faculdade. Não estou aqui dizendo que as festas, churrascos, etc não devam existir (até porque isto também faz parte da vida profissional de qualquer um...), mas pensar pequeno, desviar suas energias para coisas não importantes somente tira cada vez mais um futuro profissional do mercado. Um profissional olha para um estagiário ou aluno e tenta traçar um raio x desta pessoa. Se não consegue de imediato, liga para outro, que provavelmente conheça este aluno, e assim por diante. É a luta de quem quer oportunidades com quem quer dar estas oportunidades... É a guerra...