Pensemos sobre nossas vidas: Quanto tempo leva para um email chegar até você, do momento em que foi enviado até a entrada em seu computador? Quanto tempo você precisa para se conectar a outra pessoa do outro lado do mundo, via MSN ou outros programas? Em quanto tempo um arquivo é transmitido de um celular para outro? Pensemos, agora, sobre nossas vidas com os cavalos: quanto tempo um cavalo leva para nascer? Quanto tempo um cavalo leva para crescer, desmamar da mãe, iniciar sua vida de potro e cavalo? Quanto tempo leva para um cavalo ser domado e treinado para uma modalidade? Quanto tempo leva para o capim crescer? Estas duas realidades convivem muito juntas e ao mesmo tempo não são aproveitadas umas às outras. Pense: se um email leva segundos para ser recebido ou enviado, e esperamos 11 meses para um cavalo nascer, porque nos irritamos quando um email leva mais tempo do que estes segundos? Ou, por que não aproveitamos a velocidade dos emails como analogia a treinamentos de nossas equipes para o “senso de urgência” que tanto queremos nos emails... ? Se, esperamos anos para um cavalo ser formado, porque nos irritamos no semáforo quando o carro da frente não anda? Se, temos todas as tecnologias de informação absolutamente disponíveis, com rapidez e agilidade em nossas vidas, porque a ração acaba e ninguém avisa antes? Porque seu funcionário não lhe telefonou (coisa que leva segundos) para avisar que o remédio acabou (e que você pode pedir por email!) e com isso seu cavalo não sarou, não melhorou, não ficou bem? Se, temos realidades tão presentes, porque estas às vezes parecem ser tão distantes?
A paciência que os cavalos nos forçam a ter pode ser aproveitada em nosso cotidiano fora dos cavalos, passando por situações com mais sabedoria do que reações instintivas. Assim como a rapidez da vida cotidiana poderia ser adotada mais seriamente em centros de treinamento, escolas de equitação, haras, etc. Sem dúvida, as duas realidades podem e devem se misturar com mais freqüência nas vidas das pessoas. Quando estiver no trânsito parado, lembre-se de sua égua prenhe, esperando calmamente os 11 meses passarem, ou então de seu potro para o ano que vem, que dia a dia vem treinando e melhorando de acordo com o tempo. Quando estiver com os cavalos, ensine a seus funcionários a rapidez da vida das pessoas “da cidade”, o senso de urgência, a necessidade de respostas rápidas para as situações, para que seus cavalos estejam sempre bem. Use e abuse do lado bom das duas realidades potencializando sua vida pessoal, melhorando sua vida com os cavalos e conseqüentemente aprendendo e melhorando como pessoa constantemente.