Uma das mais quentes e momentâneas discussões mundiais com relação a cavalos de esporte é sobre o aproveitamento destes cavalos nas competições.
Sendo mais preciso, a discussão ocorre sobre o sub aproveitamento de
cavalos de alta performance. Estou aqui falando de cavalos olímpicos,
campeões mundiais e cavaleiros membros de equipes olímpicas de diversos países da Europa nas modalidades Salto, Adestramento, Rédeas e CCE.
Ocorre que as diferenças entre colocações de pódio estão cada vez menores e mais difíceis de serem atingidas ou quebradas. Lembre-se – estamos falando de uma discussão entre cavaleiros olímpicos, membros das equipes oficiais de seus países, portanto dos TOP do mundo... Estes profissionais estão cada vez mais cientes de que não é mais somente qualidade genética e treinamento que fazem a diferença nestes resultados. Obviamente que devemos citar, mas já descartando a possibilidade, mas nem o dopping está mais fazendo a diferença. Pergunto a você leitor – qual a real diferença de qualidade entre o campeão e o vice-campeão olímpico ou mundial? Podemos dizer que o
campeão fez algo diferente, ou tem um talento nato para ser campeão, mas, o que mais vemos no mundo dos esportes eqüestres é a alternância entre as primeiras colocações. Na verdade, a pergunta é - qual a diferença entre os 5 primeiros colocados das principais competições do mundo ( estes sim, raramente não estão no pódio) e todos os outros cavalos? Ou, como fazer para que as diferenças entre colocações fiquem menos apertadas, como ganhar do concorrente com um pouco mais de folga? As conclusões destes cavaleiros TOP são interessantes, e quase nada praticadas pelos TOPs brasileiros: 1. um retorno aos princípios fundamentais de “equestrianismo” deve ser aplicado imediatamente, ou seja, avaliemos nossa equitação, nossos equipamentos, nossos métodos, nosso relacionamento com os cavalos. 2. somente um cavalo com saúde mental de qualidade tem condições de durar mais competindo com qualidade. 3. deve-se considerar cada vez mais a conexão entre o bem estar físico e mental na vida de um cavalo. 4. o amor aos cavalos (verdadeiro) deve voltar a ser o ponto principal do relacionamento entre cavaleiros profissionais, fazendo com se considere mais o lado do cavalo do que somente o resultado da competição. 5. pessoas que possuem ou gostam de cavalos ao redor do mundo devem buscar cada vez mais profissionais que priorizem estes e outrosaspectos de bem estar animal. Você é uma destas pessoas?